próximas matérias de estudo


Tenho usado o meu tempo a produzir materiais para as aulas.
A minha ideia é misturar aulas à maneira antiga (enfim, retrógradas e com imensos apontamentos) com as mais recentes ferramentas on-line.

Nas minhas deambulações encontrei este extraordinário e genial gráfico vem do courtney owu. É a transição demográfica ocorrida nos países desenvolvidos. Simples, não é?

equinócio: fim do verão começo do outono

[imagem flash in USA Today]

O Outono [Fall] começou este ano com o Equinócio de 23 de Setembro - madrugada de hoje. Até ao próximo Equinócio em Março os dias serão mais pequenos do que as noites. Cliquem nas palavras Spring, Summer, Fall, Winter.

aulas de geografia de oitavo ano



Para o oitavo ano tenho um site. Espero que gostem.

aulas de geografia de nono ano



E mais um site para as aulas de geografia de nono ano. Espero que gostem.

os meus alunos

Quatro nonos anos, três oitavos anos e um curso profissional de 11ºano. Durante esta semana faremos as apresentações.

Um abraço esmagador para todos.

a nova escola secundária severim faria

O meu ano escolar começou na última segunda-feira. A escola está nova e óptima só não tem é internet, pc´s nem video-projectores; mas isto são pequenos pormenores. Voltarei, ora essa, a usar os meus equipamentos - não será por dá cá aquela palha que as aulas de geografia serão menos interessantes...

Aliás tenho uma ou outra surpresa para este ano.

retorno

finalmente umas palavras após tanto tempo.

voltar à escola

Semana pós-Páscoa. Regresso com imensos posts em atraso.
Faltam oito semanas para o fim do ano lectivo, há imenso por fazer e o tempo é pouco, muito pouco.

Um super Muito Ok para todos

voar








Região de Informação de Voo de Lisboa (RIV):
O tráfego aéreo teve um acentuado crescimento na última década. No ano de 2002, o total de movimentos IFR (Instrument Flight Rules) controlados foi de 330.420.

Em Portugal qualquer coisa que voe é controlado pelas Regiões de Informação de Voo sob responsabilidade portuguesa (RIV de Lisboa e RIV de Santa Maria). As suas «armas» são os Centros de Controlo (Lisboa e Santa Maria) e as Torres de Controlo dos Aeroportos (Lisboa, Porto, Faro, Funchal, Porto Santo, Santa Maria, Ponta Delgada, Horta e Flores), servindo-se de radares, estações de comunicações e rádio-ajudas.
À RIV cabe prestar serviços de controlo de rota na totalidade da região, bem como de controlo de aproximação aos aeroportos.





Quando um qualquer avião com destino Lisboa entra no nosso Espaço Aéreo Nacional passará do Controlo Regional de Lisboa que o monitoriza em «altitude de cruzeiro» (entre os 9km e os 11km), para o Controlo de Aproximação de Lisboa, momento em que inicia os procedimentos de «aproximação à pista» via radar.

Seguirá sempre por um corredor aéreo (veja-se a planta de Lisboa onde está assinalado num tom azulado). O uso destes «corredores» faz-se não só aqui, como ao longo de todo o voo, e suscita muitas vezes grande congestionamento de tráfego aéreo em alguns pontos. São momentos complicados para os controladores porque têm de manter o tráfego separado com distâncias mínimas (as separações verticais serão aqui de 1000 pés -300 metros- as laterais de 5 a 10 milhas náuticas).

Por fim o avião é transferido para o Controlo do Aeroporto de Lisboa que o encaminhará até ao parqueamento final, via torre de controlo.





O tráfego comercial opta por «altitudes económicas»: o ar em altitude é mais rarefeito, oferecendo menor resistência ao avanço, logo gasta-se menos combustível. Actualmente as altitudes mais procuradas situam-se entres 30 e 35 mil pés; e porque as separações verticais entre aeronaves são de 1000 pés, o Controlo Regional tem, muitas vezes, grande dificuldade em satisfazer as pretensões iniciais dos pilotos quanto aos níveis de voo pretendidos.


A geografia do Aereoporto de Lisboa responde a duas grandes necessidades:

(1) Situa-se na cota de 100 metros (altitude) no único espaço sem declives junto à cidade (se bem que rodeado por habitações, quando inaugurado localizava-se na periferia). Em toda a sua área os declives são mínimos, e, obviamente, a sua extensa pista não tem nenhuma inclinação.

(2) Está «desenhado» em forma de um «quatro» devido aos ventos dominantes na cidade: a pista principal tem o sentido Sul-Norte (S-N) pois as aeronaves precisam de aterrar contra o vento que na maior parte do tempo sopra de norte. Para os dias em que se registe variação de sentido dos ventos há uma outra pista: sentido Sudeste-Noroeste (SE-NO) pois verifica-se ser a direcção mais comum logo a seguir à predominante.


nota:
Esta foto-reportagem foi escrita na Primavera de 2004 na versão «blogger-brasil» do geografismos que infelizmente foi apagada pela Globo, empresa detentora do espaço blogspot brasileiro. Foi com os alunos de Santa Clara, Évora

ponte assente em falha sísmica





*A Ponte 25 de Abril


Aberta ao tráfego em 6 de Agosto de 1966, o seu comprimento total é de 2278 metros entre os maciços de amarração situados nas margens norte e sul e um vão central de 1013 metros.

Possui ainda hoje a mais longa viga de rigidez contínua, e a fundação da sua torre sul é a mais profunda em todo o mundo (82m). Continua a ser a única ponte suspensa do mundo de grandes dimensões simultaneamente rodoviária e ferroviária.

O pilar da torre norte assenta numa falha sísmica somente descoberta no exacto momento em que se procedia à construção das fundações de suporte ao pilar, facto que esteve na origem do acidente que vitimou os mergulhadores-operários que ali operavam.






Trata-se de uma obra de risco que obriga a verificações técnicas regulares (instrumentação) por parte do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Instituto da Soldadura e Qualidade (ISQ).

Para conhecerem quem está encarregado de vigiar a adequação da ponte aos riscos sísmicos e outos podem visitar estes links: o do LNEC e ISQ.


nota:
Esta foto-reportagem foi escrita na Primavera de 2004 na versão «blogger-brasil» do geografismos que infelizmente foi apagada pela Globo, empresa detentora do espaço blogspot brasileiro. Foi com os alunos de Santa Clara, Évora

jurassic espichel

Atentem nas fotos em baixo. Na extremidade SW da Península de Setúbal encontram o Cabo Espichel.








Como qualquer outro cabo, parece uma ponta de terra que entra mar dentro. A Geografia diz o contrário: são rochas que resistem ao avanço do mar, à erosão diferencial das ondas, devido à sua dureza.

É um local excelente para visitar em madrugadas de nevoeiro cerrado, altura em que as sirenes dos barcos que passam ao largo causam forte impressão (é uma área de intenso tráfego marítimo).









O Cabo Espichel é a extremidade oeste da parte ocidental da Serra da Arrábida, com arribas de 140 metros de altura.

O conjunto surgiu no período jurássico (há mais de 150.000.000 de anos) e é constituído, em grande parte, por calcários que são rochas formadas no fundo do mar, tendo mais tarde emergido à superfície (o ponto mais alto da Arrábida tem 500 metros de altitude...).

É o local indicado para encontrar fósseis: na última foto podem ver ampliado um trilho de pegadas de dinossauro (ver caixa no lado direito da foto). E cuidado: no inverno o vento é tal, que o melhor é terem muito cuidado junto às falésias. Para mais informações, à séria, podem clicar em cima de cada foto: irão visitar links do SNIG e Geologia de Verão (Ciência Viva).


nota:
Esta foto-reportagem foi escrita no Inverno em 2003 na versão «blogger-brasil» do geografismos que infelizmente foi apagada pela Globo Brasil, empresa detentora do espaço blogspot brasileiro. Foi com os alunos de Santa Clara, Évora.

Ver em YOUTUBE/geografiasmos: youtube.com/user/geografismos#grid/user/DDD1511A9DAA49A5

a boa e a menos boa surpresa

nos testes de avaliação deparei-me com uma boa surpresa:

- o pessoal do 8ºC teve resultados muito ok.
a atitude, o esforço, o trabalho e a progressão nos resultados são muito bons.

mas confrontei-me com uma surpresa menos boa:

- no 8ºA houve uma notas inexplicavelmente negativas.
é claro que aconteceram resultados muito bons mas a desatenção e bagunça do 2º período afectou um número exagerado alunos. O irritante da coisa é que esta turma poderia ser de excelência. Aliás, ao verificar os cadernos e fichas de actividade do período deparei-me com omissões e desorganização de arromba o que pode explicar o pior aproveitamento.

de volta

A doidice das avaliações está a chegar ao fim mas foi uma valente dor de cabeça e razão de ausência aqui no blog.

educar e escolas que educam


Ver em PÚBLICO (12-03-2010):
http://www.publico.pt/Educação/professor-vitima-de-bullying-preferiu-morrer-a-voltar-ao-9º-b_1426720


Ironia grosseira a retórica sobre cidadania, valores e o dever de educar, abundante nos manuais, nos programas de competências de qualquer disciplina, nas disciplinas-não-disciplinares como a conhecida Formação Cívica ou os Projectos Educativos de qualquer escola.

O dia-a-dia de uma escola desmente constantemente as suas intenções educativas. Que valores a escola portuguesa transmite? A resposta é simples: o inverso das suas palavras.

Público - A agressão continuada a professores

Público - Professor vítima de bullying preferiu morrer a voltar ao 9.º B

Chocante. A situação e o silêncio da instituição.
Assobiou-se para o lado, coisa que se faz em todo o lado.

Luís somava à Música uma licenciatura em Sociologia e chegou a ser jornalista durante alguns anos. Era também cronista no Boletim Actual da Câmara de Oeiras, onde, no ano passado, dedicou algumas palavras aos problemas das escolas:
"O clima de indisciplina nas escolas está a tornar-se insustentável. E ainda há quem culpe os professores, por falta de autoridade. Essas pessoas não fazem a mínima ideia do ambiente que se vive numa escola. Aconselho-as a verem o filme A Turma".

Enfrentar a crueldade, sem retaguarda, sem defesas. Em onze escolas que leccionei poucas foram as que observei prestarem apoio aos docentes com problemas de indisciplina - Na maioria das vezes testemunhei professores-vitimas que negavam, escondiam dos colegas e de si próprios a sua inferior condição.

O certo é que em nenhuma outra profissão alguém tolera ser despeitado por miúdos.

Ver em http://www.youtube.com/watch?v=Q1Vaqk7hz1c

Projecto Palavra Cantada.


Ver em youtube.com/watch?v=u9aa7FqMcRU

Música para filhotes.
O habitual é encontrarmos lixo. Nos infantários, nas instituições, por todo o lado, o mau gosto e o barulho das ditas «canções infantis» são a norma.

O projecto Palavra Cantada é um oásis, uma raridade a nível planetário e tudo com muito swing.

sismo explicado e simulado


Ver em YOUTUBE/geografismos: youtube.com/watch?v=9Tkaczo6VRs
Earthquakes:
Ground shaking caused by the sudden release of accumulated strain by an abrupt shift of rock along a fracture in the earth or by volcanic or magmatic activity, or other sudden stress changes in the earth.
ler em USGS Geologic processes: http://www.usgs.gov/science/science.php?term=304

Vibração da superfície terrestre causado pela libertação súbita de tensões acumuladas no interior da placa rochosa ao longo de uma fractura na terra; pela actividade vulcânica, actividade magmática ou por migração de gases no interior da Terra, principalmente metano.
A liberação rápida de grandes quantidades de energia acontece sob a forma de ondas sísmicas.

A maior parte dos sismos ocorrem nas fronteiras entre placas tectónicas, ou em falhas entre dois blocos rochosos. O comprimento de uma falha pode variar de alguns centímetros até milhares de quilómetros, como é o caso da falha de Santo André na Califórnia, Estados Unidos.

Só nos Estados Unidos ocorrem de 12 000 a 14 000 sismos anualmente (ou seja, aproximadamente 35 por dia). Baseado em registos históricos de longo prazo, aproximadamente 18 grandes sismos (terramotos ou terramotos, de 7,0 a 7,9 na escala de magnitude de momento) e um terramoto gigante (8 ou superior) podem ser esperados no período de um ano.

Entre os efeitos dos sismos estão a vibração do solo, abertura de falhas, deslizamentos de terra, tsunamis, mudanças na rotação da Terra, além de efeitos deletérios em construções feitas pelo homem, resultando em perda de vidas, ferimentos e altos prejuízos financeiros e sociais (como o desabrigo de populações inteiras, facilitando a proliferação de doenças, fome, etc.).

O sismo registado de mais alta magnitude de momento foi o "Grande Sismo do Chile" em 1960 que atingiu 9,5 na escala de magnitude de momento, seguido pelo sismo do Alasca de 1964 que atingiu 9,2 na mesma escala.


Os sismos ocorrem sobretudo nas zonas situadas no rebordo das placas tectónicas, que são zonas de intensa actividade sísmica. São frequentes tanto nos limites divergentes como nos limites convergentes.
A zona onde a actividade sísmica é mais intensa é no Círculo de fogo do Pacífico que passa por toda a zona montanhosa do continente americano (Andes, Montanhas rochosas e ilhas Aleutas) e o lado ocidental do oceano (Japão, Filipinas, Nova Guiné, ilhas Fiji, Nova Zelândia). É nesta zona que ocorrem 80% dos sismos a nível mundial.
A cintura mediterrânea asiática também é importante e estende-se de Gibraltar ao sudeste asiático (15% dos sismos), sendo a zona junto à qual Portugal está localizado.

PORTUGAL:
Portugal tem sido afectado por vários sismos de magnitude moderada a forte, que muitas vezes resultaram em danos importantes em várias cidades do país.
A maior parte dos sismos graves tiveram origem em zonas inter-placas, cuja sismicidade pode considerar-se elevada, uma vez que Portugal está perto da fronteira entre a placa africana e a placa Euro-Asiática (podem ser sismos de magnitude elevada (superior a 6), têm origem no oceano e têm períodos de retorno de algumas centenas de anos aponta-se para que sismos com a intensidade do de 1755 seja cerca de 250 anos). Os epicentros dos maiores sismos localizam-se perto do Banco de Gorringe, a Sudoeste do Cabo de São Vicente. Sismos de alguma importância em Portugal Continental:

1755 (11 de Novembro) seguido de maremoto: foi mais sentido no Algarve do que em Lisboa.
1969 (28 de Fevereiro): epicentro no Banco de Gorringe, magnitude 7,3.
2009(17 de Dezembro): epicentro a 100 km da ponta de Sagres, magnitude 6,0.


FONTE:
WIKIPEDIA/Sismo: pt.wikipedia.org/wiki/Sismo
USGS/Geologic processes: www.usgs.gov/science/science.php?term=304

tsunami explicado


Ver em YOUTUBE/geografismos: http://www.youtube.com/watch?v=Y_mEH19mykQ


Um tsunami (do japonês; significa "onda de porto") é uma série de ondas provocadas por perturbações abruptas que deslocam verticalmente uma coluna de água.

Na sua origem poderá estar um sismo, actividade vulcânica, deslocamento abrupto de terras, gelo, ou o impacto de um meteorito.

A causa mais frequente de tsunami é a ocorrência de maremotos (um sismo no fundo do mar)

A energia de um tsunami resulta da sua amplitude e velocidade. Assim, à medida que a onda se aproxima de terra, a amplitude da onda (a sua altura) aumentará à medida que a sua velocidade diminui.

Os tsunamis podem caracterizar-se por ondas de trinta metros de altura, causando grande destruição.

Sempre que os sismos ocorrem em regiões submarinas, a massa de água localizada sobre a zona deformada vai ser afastada da sua posição de equilíbrio.

As ondas são o resultado da acção da gravidade sobre a perturbação da massa de água. Os movimentos verticais da crosta são muito importantes nas fronteiras entre as placas litosféricas. Por exemplo, à volta do Oceano Pacífico existem vários locais onde placas oceânicas mais densas deslizam sob as placas continentais menos densas, num processo que se designa por subducção. Estas zonas originam facilmente tsunamis.

Deslizamentos de terra subaquáticos, que acompanham muitas vezes os grandes tremores de terra, bem como o colapso de edifícios vulcânicos podem, também, perturbar a coluna de água, quando grandes volumes de sedimentos e rocha se deslocam e se redistribuem no fundo do mar. Uma explosão vulcânica submarina violenta pode, do mesmo modo, levantar a coluna de água e gerar um tsunami.

Grandes deslizamentos de terra e impactos de corpos cósmicos podem perturbar o equilíbrio do oceano, com transferência de momento. destes para o mar. Os tsunamis gerados por estes mecanismos dissipam-se mais rapidamente que os anteriores, podendo afectar de forma menos significativa a costa distante.

CONSULTAR:
Tsunami and Earthquake Research at the USGS:
http://walrus.wr.usgs.gov/tsunami